Empreiteira citada na “lava jato” entra em recuperação judicial

A Alumini Engenharia, uma das empreiteiras citadas na operação “lava jato”, teve pedido de recuperação judicial aprovado nesta terça-feira (20/1). Batizada antigamente como Alusa, a empresa foi citada em depoimentos sobre supostas fraudes na Petrobras e acabou entrando na lista de 23 construtoras proibidas de ter novos contratos com a estatal.

O pedido de recuperação, apresentado na última quinta-feira (15/1), foi aceito pelo juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista. Com o aval da Justiça, empresas devedoras conseguem tempo para evitar a falência. O juiz, por exemplo, suspendeu ações e execuções em andamento contra a empresa.

Em nota, a Alumini diz que em até 60 dias vai apresentar um plano aos credores, que deverá ser elaborado pelo escritório de consultoria Alvarez & Marsal. Quando foi suspensa pela Petrobras, em dezembro, a empreiteira negou qualquer irregularidade e declarou-se “surpresa” com a medida, que classificou como “um lamentável pré-julgamento”.

A empresa funciona há cerca de 50 anos, tem mais de 6 mil funcionários e é responsável por uma série de empreendimentos nos setores de energia elétrica, telecomunicações e óleo e gás, no Brasil e no exterior. Com a decisão, terá como administradora judicial a consultoria Deloitte Touche Tohmatsu.

Fio da meada
A “lava jato” foi deflagrada em março de 2014, focada a princípio em suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que seria comandado por Alberto Youssef em Londrina (PR). A Polícia Federal apontou relação entre o doleiro e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, fazendo com que negócios na estatal virassem o centro da história.

Costa disse em depoimento que empresas fraudavam contratos e repassavam dinheiro para partidos. A afirmação levou a uma nova fase da operação, que prendeu representantes de empreiteiras em novembro. As ações decorrentes da operação — envolvendo réus sem prerrogativa de foro — são conduzidas pelo juiz Sergio Fernando Moro, todas em Curitiba.

Processo: 1002851-64.2015.8.26.0100

Fonte: Revista Conjur

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