Pedidos de falência recuam 10,5% em novembro

Em novembro foram registrados 136 pedidos de falência em todo o Brasil, de acordo com dados do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. O número é 10,5% menor que os 152 requerimentos observados em outubro último. Dos 136 pedidos de falência, 78 foram feitos por micro e pequenas empresas, 36 por médias e 22 por grandes.

Para os economistas da Serasa Experian, com a proximidade do Natal, as empresas voltadas a bens de consumo estão produzindo mais e ampliando receitas. Com maior liquidez, o momento é favorável ao resgate de protestos e a baixa dos pedidos de falência.

As falências decretadas também diminuíram de 76 em outubro para 57 em novembro, queda de 25%. “Cabe esclarecer que elas não representam o momento econômico, dado que dependem de um trâmite judicial”, esclarecem os economistas da Serasa Experian. Das falências decretadas, 49 foram de micro e pequenas empresas.

Enquanto o número de pedidos de falência diminuiu, o número de pedidos de recuperação judicial em todo o país cresceu 16% em relação a outubro. Foram 57 pedidos feitos em novembro, contra 49 registrados no mês anterior. Destes 57 pedidos, 31 envolveram micro e pequenas empresas, 16, médias e 10, empresas de grande porte.

“A recuperação judicial requerida cresce em decorrência da lenta e ainda não generalizada recuperação da atividade econômica. Há setores com dificuldades, a exemplo dos exportadores e outros cujas vendas não são influenciadas pelo Natal”, afirmam os economistas da Serasa Experian. Em comparação a novembro do ano passado, quando foram verificados 45 requerimentos de recuperação judicial, houve alta de 26%.

No acumulado do ano, janeiro a novembro de 2012, quando comparado com igual período de 2011, as falências requeridas, decretadas e as recuperações judiciais requeridas cresceram. O número de falências requeridas em 2012 é de 1.790, enquando o total de falências decretadas é de 649. O número de recuperações judiciais requeridas é de 707 no ano, e o de recuperações deferidas atingiu um total de 116 de janeiro a novembro.

De acordo com a Serasa Experian, o crescimento se dá em razão do baixo crescimento econômico, dos impactos da crise europeia, do aumento da inadimplência dos consumidores e das empresas e pela falta de investimentos.

Fonte: Conjur

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