Rotação impõe um desafio operacional para as firmas

Por De São Paulo

A troca obrigatória de auditorias impõe um desafio não apenas econômico, mas também operacional para as firmas do setor. A partir do ano que vem, por exemplo, a Deloitte terá de realocar o batalhão de profissionais que audita a Gerdau no Rio Grande do Sul.

Segundo José Domingos do Prado, sócio-líder de auditoria da Deloitte, o lado positivo é que a operação de auditoria é integrada à de consultoria na região Sul. Assim, ele espera voltar a prestar serviços de consultoria para a siderúrgica gaúcha e também pretende usar parte dos colaboradores em clientes das unidades regionais de Joinville e Curitiba.

Em mercados como Rio e São Paulo, diz ele, é mais fácil realocar as pessoas para outros clientes em empresas dos mesmos setores ou de áreas correlatas.

Segundo Henrique Luz, sócio da PwC, as grandes firmas têm como alternativa também transferir colaboradores para outras regiões ou mesmo para parcerias da mesma rede internacional. “Você perde um cliente grande no Rio Grande do Sul, mas tem uma carteira boa de clientes em Minas Gerais. Podemos transferir pessoas também para Wisconsin, nos EUA, ou para a Alemanha”, enumera.

Na KMPG, a conquista, empresa a empresa, não tem sido tarefa fácil. “Cerca de metade do tempo do nosso trabalho atualmente tem sido nos dedicar a isso. E ainda temos que concluir as demonstrações do quarto trimestre”, assume o sócio Charles Krieck.

Fora isso, a KMPG, que perdeu a Petrobras, tem agora o desafio de reposicionar os profissionais que atuaram na estatal nos últimos anos. “Seria um desperdício perdermos esses profissionais. Mas estamos confiantes de que isso não acontecerá”, disse. “E já conseguimos outros clientes de peso”, garante, sem citar nomes. (FT e MF)

Fonte: Valor Econômico

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