Crescimento econômico e maior presença fiscal contribuem para arrecadação em 2007

 

O secretário da Receita Federal do Brasil (RFB), Jorge Rachid, afirmou hoje em coletiva que o crescimento econômico do país e fatores administrativos, como a maior presença fiscal da administração tributária, favoreceram o desempenho da arrecadação em 2007.






I – PRINCIPAIS FATORES QUE CONTRIBUIRAM PARA O DESEMPENHO DA ARRECADAÇÃO






A – Fatores econômicos:






  maior faturamento;


– maior lucratividade das empresas;


– crescimento da produção industrial;


– formalização;


– aumento da massa salarial






Destacam-se:






a)  aumento da governança corporativa de empresas com vistas à abertura de capital e ganho líquido de operação em bolsas, que resultou no incremento no número de processos de abertura de capital em bolsa de valores, cujo volume financeiro estimado, em 2007, situa-se em R$ 55,8 bilhões, contra R$ 15,4 bilhões movimentados em 2006 (Bovespa – Dez/07);


b)  crescimento de 13,9% no volume geral de vendas (Pesquisa Mensal de Comércio – PMC –  IBGE – nov/07);


c) crescimento de 46% no lucro líquido das 220 maiores empresas com ações negociadas na Bovespa (Folha de S. Paulo de 25/11/07);


d) crescimento de 6,0% na produção industrial (Produção Industrial – IBGE – Nota dez/07);


e) aumento de 22,7% no volume de vendas de veículos ao mercado interno (Carta da Anfavea – dez/07);


f) crescimento da massa salarial de +10,61% (PME/IBGE).






B – Fatores administrativos => maior presença fiscal por parte da Administração Tributária, com o objetivo:




– de minimizar a diferença entre o potencial legal e arrecadação efetiva;


– de recuperar os débitos constituídos e não pagos;


– ênfase ao combate à sonegação, ao contrabando, ao descaminho, à pirataria e à inadimplência.






Destacam-se:






a) crescimento de 80% no número de pessoas físicas e jurídicas fiscalizadas e de 42% no crédito tributário lançado;


b) acréscimo de 21% na apreensão de mercadorias e de 50% nas ações fiscais ligadas a área aduaneira;


c) crescimento de 30,7% na arrecadação proveniente de multa e juros;


d) crescimento de 46% na arrecadação relativa aos depósitos judiciais e administrativos;


e) intensificação do controle sobre declarações;


f) celeridade na solução dos litígios fiscais;


g) maior integração entre os processos de trabalho da Receita Federal e da Procuradoria da Fazenda Nacional.






II – QUADRO DEMONSTRATIVO DOS RESULTADOS DA ARRECADAÇÃO



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Destaca-se que as alterações promovidas na legislação tributária, especialmente a partir de 2005, ocorreram sempre no sentido de desonerar produtos ou setores considerados estratégicos para a economia não se verificando, nesse período, nenhum aumento de alíquota[1] ou da base de cálculo.


 


III – TRIBUTOS COM MAIOR DESTAQUE


 


1. IRPF (+54,24%/+51,77%): decorrente, principalmente:




– do Ganho de Capital na Alienação de Bens;


– abertura de capital em bolsas de valores;


– intensificação do controle sobre declarações.



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2. IRPJ (+20,64%/+18,93%) e CSLL (+18,67%/+17,01%): decorrente, principalmente:




– maior lucratividade das empresas;


– abertura de capital em bolsas de valores (R$ 3,7 bilhões).


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3. IPI-Outros (+17,62%/+15,93%)




Decorrente, principalmente, do incremento da produção industrial da ordem de 6,0% no ano.


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4 . COFINS (+8,44%/+6,92%) e PIS/PASEP (+7,16%/+5,66%)






Decorrente, principalmente:


– do crescimento de 13,9% no volume geral de vendas;


– com relação às Entidades Financeiras destaca-se a suspensão de pagamento em 2006 por algumas empresas do setor, em virtude de compensação.


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5. Receita Previdenciária (+11,47%/+10,13%)


 


Os principais fatos ocorridos em 2007 que causaram algum impacto na receita previdenciária foram:


– alteração da data de recolhimento da contribuição previdenciária do dia 02 para o dia 10, a partir do mês de fevereiro (Lei n° 11.488/07);


– implantação do Plano Simplificado de Inclusão Previdenciária para contribuintes individuais e facultativos, com uma alíquota de 11% sobre o salário mínimo, com recolhimentos a partir de maio (LC nº 123/06);


– implantação do Simples Nacional em julho, com recolhimentos a partir de agosto (LC n ° 123/06);


– obrigatoriedade do recolhimento do Salário Educação/FNDE via GPS a partir de janeiro (Decreto nº 6.003/06).


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Resultado da arrecadação de 2007


 


Coordenação de Imprensa da RFB

[1]O aumento de 30% ocorrido na Tabela do IPI Fumo visa restabelecer a relação do Imposto sobre o Preço do Produto

Fonte: SRF – Secretaria da Receita Federal

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