Ex-dirigentes da Perdigão são denunciados por sonegação de quase R$ 700 mi

A Polícia Federal de Santa Catarina cumpriu ontem mandados de apreensão de bens em residências e empresas de três ex-dirigentes do antigo Grupo Perdigão. Eles foram denunciados por crimes de sonegação fiscal que somam quase R$ 700 milhões, ocorridos no início dos anos 90.
O sequestro judicial do patrimônio de Flávio Brandalise, Saul Brandalise Jr. e Ivan Orestes foi decretado pela Justiça Federal. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público Federal em ação cautelar com o objetivo de garantir o ressarcimento da União em caso de comprovação dos crimes fiscais.

Os mandados de sequestro para apreensão, depósito e avaliação de bens móveis, foram cumpridos, segundo a Justiça Federal, em Videira, Joaçaba, Florianópolis e Curitiba.

A Justiça determinou ainda a indisponibilidade de bens dos empresários _mesmo daqueles em poder de outras pessoas. A medida atinge 20 pessoas e seis empresas.

Foram apreendidos e indisponibilizados todos os bens imóveis, móveis, valores e ações, participações em pessoas jurídicas e outros direitos, segundo a Procuradoria.

Segundo o órgão, os três empresários teriam montado um esquema que envolveu cerca de 30 empresas controladoras do então Grupo Perdigão, que passou a se chamar Brasil Foods depois da fusão com a Sadia. Elas seriam constituídas pelos denunciados, por seus familiares e por “laranjas”.

Conforme a denúncia, as holdings foram usadas para sonegação fiscal, desvio de patrimônio e dos rendimentos do grupo e ocultação dos nomes dos acusados como mandantes do esquema.

Por Tania Gurgel

Fonte: UOL

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