FIESP declara “guerra” à CPMF

Americana – O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, criticou duramente a possibilidade de criação de novos tributos durante a abertura do Congresso da Indústria, ontem, em São Paulo. “Um recado para as pessoas que estão sonhando com a criação de novos impostos: a sociedade não aceita isso e transformará esse sonho em pesadelo”, afirmou ele, para aproximadamente mil pessoas, entre empresários e autoridades.

Skaf referiu-se aos rumores da recriação da CPMF (Contribuição Provisória Sobre a Movimentação Financeira), tributo que vigorou no país entre 1997 e 2007. “O Brasil vai arrecadar cerca de R$ 1 trilhão em impostos no ano que vem. Não adianta criar um tributo específico para a Saúde. O que precisamos é melhorar a gestão”, criticou.

De acordo com Skaf, para levantar os recursos necessários à Saúde, o governo deveria primeiro regulamentar a Emenda 29, que estabelece os investimentos mínimos no setor. “A regulamentação da Emenda 29 significaria um aumento em torno de R$ 10 bilhões nos recursos à saúde”, afirmou.

Realizado pela quinta vez, o congresso teve como tema “Nosso Compromisso é com o Brasil”. A entidade colocou em debate assuntos como despesas públicas, investimentos, juros e comércio exterior. As propostas seriam encaminhadas a presidente eleita, Dilma Rousseff, e ao governador eleito do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Ana Carolina Leal

Fonte: O Liberal

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